quarta-feira, 20 de agosto de 3856
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Retiras da mochila a única metade da pedra de âmbar que conseguiste encontrar na esperança de que te possa ajudar. Ela brilha assim que lhe pegas e revelas a Zorkan o teu valioso achado. O bruxo, perante a visão inesperada de parte do objecto que o aprisionou durante tantos anos, desata aos berros e agarra-se à sua cabeça num sofrimento atroz. Acaba por perder os sentidos e cai ao chão ao mesmo tempo que uma espessa fumaça negra se escapa dele acabando por revelar o verdadeiro aspecto da alma diabólica de Zorkan. Ele fica a pairar uns segundos de forma sinistra sobre o corpo inerte do homem desmaiado e tu consegues distinguir a sua odiosa face no meio dos raios que lhe despontam na escuridão da alma. Bem, parece que apenas esta metade da pedra de âmbar não vai ser o suficiente para poder aprisionar o bruxo, contudo, é o suficiente para o convencer a fugir que nem um covarde para longe daquele local. Com isso, o aspecto assustador do cenário que se tinha formado em teu redor começa então a ficar turvo e, em breve, estás de novo rodeado de grandiosas árvores repletas de folhas das mais variadas cores. Aliviado com a retirada estratégica do bruxo, viras-te agora na direcção do homem que está ali estendido no chão à tua frente. Perguntas-te a ti próprio se ainda estará vivo. Salta para o 142 se quiseres saber a resposta.

Ilustração: Disper @ deviantart


