quinta-feira, 1 de maio de 3873
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Assim que pensas em Max, notas que algo de estranho te está agora a acontecer. A tua pele tornou-se tão negra como a noite e nas tuas costas tens um par de asas de insecto que, apesar de achares muito incómodas, não consegues utilizar. Notas que o teu tamanho também diminuiu drasticamente. És agora uma Fada Negra semelhante às duas que estão a discutir e por isso decides intervir na conversa. Avanças para elas e reparas que agora compreendes perfeitamente aquela língua que ainda há pouco te era desconhecida. «Por que razão é sempre o Ulm a divertir-se? Tudo o que nós fazemos é servir de isco para os idiotas que caem nas nossas armadilhas. Isto é muito aborrecido!», queixa-se a Fada Negra da esquerda. «Cala-te que o chefe vem aí!», diz a outra nervosa. De facto, parece que te confundiram com o seu chefe e saúdam-te quando te chegas a elas. «Senhor Ulm, encontrou alguma vítima?», pergunta-te a da direita. Um pouco atrapalhado, respondes que não viste ninguém. «Muito bem, então é tudo por hoje. Tome os nossos achados», diz-te ela ao mesmo tempo que te dá para as mãos um frasco com um estranho pó amarelo no interior e uma chave prateada. «Hoje foi um dia péssimo! Esperemos que amanhã nos corra melhor...», disse a outra levantando voo. A da esquerda faz o mesmo e, em breve, deixas de as ver. Aumenta 2 pontos de SORTE por teres conseguido enganar as duas Fadas Negras. Examinas melhor os objectos e reparas que o frasco possui um rótulo que diz: "Pó de levitação – Suficiente para duas doses". Quanto à chave, não lhe notas nada de estranho. Reparas então que a tua aparência voltou ao normal e, agradecendo em pensamento a Max, guardas os teus dois novos objectos na mochila. Sem mais tempo a perder ali, prossegues caminho e rumas agora para oeste. Passa para o 114.
Ilustração: Smoludozerka @ deviantart


