sexta-feira, 22 de novembro de 3946
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Rodas a maçaneta e, na realidade, ficas um pouco surpreendido por a porta não estar trancada. Ela abre-se e tu entras lá para dentro, observando uma grande desarrumação. Em várias estantes encontram-se dezenas de frascos espalhados por todo o lado e ao lume está um enorme caldeirão onde ferve um estranho líquido de cor vermelha. Existe também uma pequena mesa a um canto e sobre ela repousa um livro grosso. Estavas tão concentrado a examinar todos os recantos da cabana que, assim que ouves uma voz atrás de ti, apanhas um valente susto. «O que fazes na minha casa?», guincha ela. Viras-te de imediato com o coração aos pulos e vês uma velhota vestida de preto com a cara cheia de verrugas e uma grande marreca nas costas. «Não devias ter entrado aqui...», ameaça-te fazendo uns gestos com a mão. «Os invasores pagam com a vida!» Parece que te vai lançar um feitiço. Tens de fazer alguma coisa. Por acaso tens um espelho contigo? Se sim, segue para o 61. Caso contrário, a única coisa que podes fazer é tentar desviar-te (vai para o 62).

Ilustração: Silverhertz @ deviantart


